sexta-feira, 17 de junho de 2011

Para que agradar todos?

Existe uma fórmula mágica para se agradar todas as pessoas? Para fazer com que todos gostem de você? Acredito que ninguém consegue agradar todo mundo. Nem mesmo os artistas de televisão, filmes, teatro, conseguem agradar, corresponder às expectativas de todos. Nem mesmo Jesus, quando aqui estava, conseguiu fazer com que todas as pessoas acreditassem em suas palavras e não conseguiu que todos gostassem dele e seguissem seus passos. Portanto, realmente não existe essa pessoa que consegue ser agradável para o mundo inteiro.

No mundo em que vivemos todas as pessoas têm uma personalidade única. Ninguém é igual a ninguém, nem físico e nem psicologicamente. Nossa maneira de se relacionar com as pessoas são distintas de todas as outras formas existentes. O jeito que lidamos com os nossos problemas, nossos obstáculos, nossas preocupações, são diferentes que dos outros. Nossa preferência por roupas, sapatos, assessórios, etc. podem ser iguais em alguns aspectos, mas os gostos de cada um partem de princípios diferentes. Enfim, não é preciso dar exemplos para chegar à conclusão de que: todos nós somos diferentes. E por sermos diferentes, vamos entrar em conflitos com opiniões, gostos e preferências dos demais.

Porém, existe um termo chamado pré-julgamento, que me deixa insuportavelmente estressada. Consiste em uma observação, ao longo de um dado período, em que a pessoa começa a dar opiniões, muitas vezes mal formuladas, sobre nosso jeito de ser. Pode-se considerar um preconceito. Muitas vezes fui vítima disso, assim como todos vocês um dia foram ou serão também. Confesso que é um pouco chato, magoa às vezes sim. Sua personalidade sendo assim, totalmente modificada e distorcida por alguém que mal te conhece se torna um incômodo. Todavia, não é por isso que temos que mudar nossa personalidade. As pessoas devem gostar de nós pelo que somos, e não pelo que elas ditam que devemos ser. Logo, reafirmo o que disse: todos nós somos diferentes. Essas divergências que vão ocorrer com o próximo, são consequências dessa distinção. Podem dizer, pensar ou fofocar o que quiserem sobre nossa maneira de viver a vida, mas isso não muda a realidade. Somos quem somos e não mudaremos. Tenho certeza de que essas pessoas, que nos pré-julgam nunca sequer ouviram nossa voz, que dirá nos conhecem tão bem a ponto de saberem quem somos e decidirem se gostam do que descobriram. Mas temos que saber lidar também com as pessoas que nos conhecem e mesmo assim não simpatizam com nosso jeito de ser. Essas não merecem permanecerem do nosso lado.

Agradar o mundo inteiro para que? Devemos conservar as boas amizades, os bons momentos que passamos com aqueles que nos fazem bem e sempre estar bem consigo mesmo, que é o mais importante. Ser feliz, não importando se os outros se incomodam. O que nada te acrescenta, nenhuma falta lhe faz.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Interrogação

Antes, sempre tive todas as palavras do mundo na ponta da língua para que eu pudesse defender meus ideais e até mesmo expressar tudo aquilo que sinto. Hoje me sinto como um balão, enchendo-se de palavras sem sentido, pronto para explodir a qualquer momento. Espalhando frases aos quatros ventos, frases que nem eu mesma saberia explicar-lhes. Sinto-me inútil, um simples ponto de interrogação inexplicável em meio a tantas exclamações de poder e felicidade. Não que eu seja infeliz, mas que parcela de mim vagasse por aí procurando explicações para perguntas sem respostas.

Por que estou aqui, afinal? Qual o argumento que utilizam para me responder essa questão? Por que choro, sofro por alguém, sorrio, dou gargalhadas por causa de algo engraçado? Por que sinto falta de coisas que nunca possui e saudades daquilo que ainda está perto de mim? Por que fico parte do tempo pensando no que a vida pode ser, em qual rumo ela deve seguir? Por qual razão me preocupo tanto com o amanhã sendo que o hoje é o que importa? Por que insisto em achar que tudo poderia ser diferente? Tudo, o que é tudo? A vida é essa, afinal, ela não vai mudar. Por ela não mudar, o conceito de que essas perguntas não têm respostas também não modifica. Somos humanos, seres racionais, vários pontos de interrogação no vácuo. Essas exclamações estão presentes apenas para nos motivarmos. Existem perguntas para todas as respostas, o que faltam são respostas para todas as perguntas.

Meu balão quase conseguiu ser estourado neste momento, porém ainda é preciso pensar e falar mais para que ele se rompa. É preciso viver cada dia, sentir-se pequeno para podermos enxergar a imensidão que é essa nossa vida. Continuo me achando inútil, todavia sei que ainda vou encontrar minha utilidade em meio a tantas perguntas soltas ao vento, sempre com a exclamação do lado, só para ter certeza de que irei encontrar.

domingo, 15 de maio de 2011

Bipolaridades

Sinto alguma coisa estranha, como se houvesse uma grande barreira dentro de mim, me impedindo de enxergar a realidade. O tempo passando tão rápido, que você estando na segunda, fazendo planos para a semana e quando vê chegou domingo e nenhum de seus planos foram postos em prática. Como se você passasse as 24 horas do dia, vendo o tempo passar, o desperdiçando com futilidades e pensamentos. E porque não pensar e agir? Talvez seja essa coisa incrivelmente estranha que anda rondando por mim, que me impede de praticar tudo aquilo que me tornaria real, me faria ser uma humana em constante movimento. E não inerte. Há pouco tempo, muitas coisas na minha vida me faziam sentir viva, me davam ânimo, vontade de sonhar e de realizar. Então, hoje, me sinto completamente o contrário. Eu já não faço tantos planos, como antigamente. Não sonho mais acordada, mesmo com coisas impossíveis, como fazia antes. Muito menos gasto tempo com coisas que me dão prazer. Então ficam perguntas na minha cabeça, que infelizmente ainda procuro as respostas: Qual minha utilidade nesse mundo? O que me mantem viva, ainda? Por qual motivo vim e ainda estou aqui?
Complicado entender a razão da vida, dificil entender todas essas nossas bipolaridades, impossível encontrar respostas completas para perguntas como essa. A cada dia, procuramos esses motivos, tentamos descobrir nossa utilidade... Procuramos nossa felicidade, muitas vezes a achamos em coisas pequenas e quase sempre não percebemos isso. Não temos noção de que, apenas estando vivos, aqui, nesse mundo de bilhões de pessoas, já é um grande motivo para ser feliz. Mesmo assim, ficamos com esses pensamentos sem sentido, como esse meu. Persistimos em procurar saber por qual motivo Deus nos colocou nesse lugar. Tentamos entender e explicar tudo que acontece ao nosso redor, quando deveríamos apenas pensar: se estou aqui, é porque Deus me ama. Se estou aqui, é porque existe um propósito para mim. Se ainda estou aqui, é porque devo viver, ser e fazer alguém feliz, amar e ser amado, sorrir, chorar, trabalhar, estudar. Acordar todos os dias com um propósito: viver cada minuto intensamente.
Essas coisas estranhas que insistem em nos perturbar... mandá-las para longe, junto com a tristeza. Isso que eu farei, e que você deve fazer também. Nada de tentar explicar o impossível, ou perder tempo achando não ter serventia para nada. Você é único, você é insubstituível.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Amar e perdoar.

Fácil encontrar uma pessoa que conheça todos os mandamentos da lei de Deus. Difícil mesmo é encontrar alguém que os pratique fielmente. Para melhor compreender como nenhum de nós segue as palavras dele com muita frequência, ele diz: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado.” “Amai o próximo como a ti mesmo.” Geralmente isso não acontece. Muitas vezes nos pegamos dizendo a seguinte frase: “Eu odeio fulano.” E onde é que está o amor que devemos ter para com o próximo nessa frase? Todos nós somos irmãos. Não irmãos de sangue, mas de fé. Cremos, a maioria, em um só Deus. Os cristãos, em Deus e em seu filho. E se somos todos irmãos, cremos em um só Deus, somos sangue, água e espírito, todos iguais, não há porque odiarmos uns aos outros. Devemos amar o próximo, como amamos a nós mesmos, como diz Ele. E consequentemente, quem ama, perdoa. O perdão é uma dádiva de Deus. Quem sabe perdoar, Deus está com ele. Quem não sabe perdoar, e quem não sabe pedir perdão, não merece tê-lo. Deus, com sua grandiosidade, sabe perdoar nossos pecados. Jesus deu sua vida para que nossos pecados fossem perdoados. Por que, nós, insignificantes filhos do Pai, não podemos saber pedir e dar o perdão ao próximo?

De nada adianta dizer que amamos a Ele, se não somos capazes de amar nossos semelhantes. Como amar alguém que não vemos, se não amamos quem nossos olhos são capazes de enxergar? Perdoe, ame. Por maior que seja o mal que tenham feito a ti, saiba esquecer, perdoar e seguir em frente. E por mais que seja vergonhoso e humilhante pedir perdão pelo mal que fez a alguém, é o primeiro passo para que seja perdoado por Deus.

“Senhor, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado, compreender do que ser compreendido, amar que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, é morrendo que se vive para a vida eterna.”

sexta-feira, 29 de abril de 2011

‎" Você tinha me dito que um dia, eu ia olhar a minha volta, e me sentiria sozinha. Então iria perceber que tenho poucos amigos, e que esses estariam cada vez mais afastados... e que sobraria, talvez, só você. Veja só... todos permaneceram, muitos apareceram e só vc foi embora! E sinceramente? Não sinto sua falta."

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sorte

Vivemos reclamando da nossa sorte, mas nem reparamos que ela nos ronda a todo o momento. Primeiro, se permanecer vivo com a quantidade de perigos que nos cerca, não é ter sorte, então sinceramente, não sei o que é ser sortudo.

Confesso que sou uma dessas pessoas que vivem reclamando da sorte, apesar de achar que sou sortuda. Acontece que sempre que algo sai errado, você acaba reclamando dela, e no meu caso quase sempre ocorre. Tenho muita sorte em certas coisas, mas azar em várias outras. Isso irrita qualquer pessoa, mas, uma pessoa totalmente sortuda, acredito que não exista! Existe uma frase bem fácil de entender essa oscilação: “Azar no jogo, sorte no amor.” Ou vice-versa.

Contudo, que graça teria a vida sem a má sorte? Tudo dando certo, nada de choros, de reclamações, de estresses. Ninguém ia crescer, todo mundo permaneceria infantil o resto da vida... Tendo tudo que deseja, não aprenderia a dar valor nas coisas. Amando e sendo amado, ninguém ia aprender a lutar pra conquistar o amor de alguém e muito menos ia aprender a renunciar o amor que sente. Sem cair, não ia aprender a levantar.

Na vida tem que haver um balanço das coisas boas e ruins. Deve-se haver uma pitada de cada um, nada de exageros. Da mesma forma que a gente tem que sorrir, temos que chorar às vezes. Mesmo amando, temos que odiar algumas coisas. E temos que ter azar, pra poder ter sorte.

Tenho sorte demais: já tenho 18 anos, família maravilhosa, amigos divinos... A felicidade transborda, a sorte aparece sempre... Azar de quem acha que não é amado o bastante. Pode ser pouco, mas o suficiente para te fazer feliz.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Amor inerte.

Escrevi, apaguei, pensei, expressei. Não consigo achar uma fórmula perfeita para um texto concreto sobre o amor. Será, que os grande poetas, ao escrever seus poemas que até hoje são lidos, citados, se hesitaram ao escrever-los? Uma palavra só, uma frase só, um texto só, não é capaz de mostrar a imensidão de significados que existem para uma só palavra: amor.

Por onde começar então? Pelo começo seria o óbvio. O primeiro, a descoberta. Primeiro amor a gente nunca esquece não é? Até hoje eu lamento muito ter perdido tantos anos de minha vida em uma pessoa que, apesar de ter sido meu primeiro amor, que nunca me deu o valor que eu merecia. Talvez agora seja diferente, pois o mundo gira e todas essas coisas, mas não faz mais sentido. Tudo começa na rua de casa, brincar de pega-pega ali, de esconde-esconde aqui, de bete acolá, de casinha para cá. Coisas de crianças. E então percebe-se aquele menino que mais destaca entre todos, o mais bonito, o mais legal, o que se dá bem com todas. Parece ser automático o interesse. E aquele amor platônico cresce cada vez mais, e começa a ser estampado bem no meio da testa. Então vem o primeiro beijo e logo depois a rejeição. O amor cresce e a falta de vergonha na cara também. Meu primeiro amor, sinceramente, não gosto de lembrar, machucou demais. Foram muitos anos, vale a pena nem citar quantos! E enfim, me livrei desse sentimento horroroso, que é o amor não correspondido, e toquei minha vida. Mas não pense que foi fácil. Chorei muito, enchi os ouvidos de minhas amigas de asneiras, perdi tempo demais sonhando acordada, fiz muita besteira e acabei me arrependendo. Mas tudo isso serviu para que eu crescesse mais. E foi uma base para que eu sentisse novamente. Da mesma maneira digo que não. Pior, talvez.

As meninas são muito sentimentais e os meninos racionais. Isso sempre foi um problema dentro de um relacionamento. Sou uma que se encaixa no padrão sexo frágil, me apego muito fácil e para desapegar é um sacrifício. E sempre sofro com isso. Na primeira vez foram os tantos anos que não quero citar para aprender a desapegar. Depois de muitas recaídas vi que o melhor era esquecer. E esqueci de verdade. Abri meu coração para o mundo. Com certeza a melhor coisa que já fiz. Descobri que o planeta tem uma população de bilhões de pessoas e aquela que eu achava amar, não poderia ser quem eu procurava.

Quando eu menos esperava entrou alguém na minha vida que revirou e mudou tudo. Mas dessa vez surgiu de uma amizade muito grande, de muitas conversas, de carinhos, de promessas, de sonhos. Mas não quero falar muito o que veio a significar para mim. Foi o mais intenso e também o que mais machucou. Idas e vindas, brigas, discussões, ignorância, traição, mentira. Aconteceu de tudo. Aprendi a amar alguém de verdade. Porém, mais uma vez não foi correspondido, e eu tanto amava que aprendi que devemos renunciar, se esse for o melhor caminho. Renunciei, e estou aqui, tentando levar a vida adiante. Esperando um novo amor. Nada melhor que um novo, para esquecer o antigo.

Entre tantos amores, paixões que tive na minha vida, acredito não ter encontrado o meu verdadeiro amor. Ele virá junto com minha felicidade, a felicidade que eu mereço ter. Já sofri demais, preciso ser feliz. E quando ele chegar, quem sabe eu não poderei achar as palavras certas, as frases certas e construir um texto perfeito para explicar o meu sentimento. Vou então procurando a pessoa certa, enquanto não acho vou curtindo com as erradas.